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segunda-feira, 10 de março de 2014

Haverá um só rebanho e um só pastor

A semana passada, um amigo (ZM), partilhou comigo, via e-mail, uma preocupação que se resume no seguinte:

"Este vídeo é extremamente arrepiante. Está em inglês, mas tem legendas em português e é comentado pelo Pr. Doug Batchelor".

NÃO PERCAM E VEJAM ATÉ AO FIM E TIREM AS VOSSAS CONCLUSÕES.



Em busca de conclusões colocam-se questões: Religião? Espiritualidade? Um misto de Religião e Espiritualidade? Cumprimento da profecia? A eterna questão da Unidade? A invocada história de José e dos seus irmãos, serve quem? Amor e doutrinas, excluem-se?

Pessoalmente, liguei o conteúdo do vídeo e do texto de Jesus, em título (João : 10:16), às palavras do poeta popular português António Aleixo, em Este livro que vos Deixo:

Há luta por mil doutrinas,
Se querem qu'este mundo ande
Façam das mil pequeninas
Uma só doutrina grande.

E questionei-me:

A "doutrina grande" estará implícita nas palavras de 1ª João 4:8=Deus é Amor? ou no "grande mandamento" desdobrado em dois, dos quais depende toda a lei e os profetas: o primeiro="Amarás ao Senhor teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento; o segundo, semelhante ao primeiro="Amarás ao teu próximo como a ti mesmo" (Mateus 2236-40)?

Concluo relendo a reflexão, por mim feita, pouco depois da eleição do Papa Francisco, cujas palavras finais perguntam o seguinte:

Veio do "fim do mundo" para o velho mundo, construir que mundo?

(poderá ler mais, em http://aventuranoriodavida.blogspot.pt/2013/03/papa-francisco.html).

domingo, 29 de dezembro de 2013

Prenda especial: um livro.

A quadra natalícia, é sempre um momento para oferecermos/recebermos as tradicionais prendas.
Um livro de António Damásio (edição revista e atualizada) - AO ENCONTRO DE ESPINOSA, as emoções sociais e a neurologia do sentir - foi uma das mais significativas, por mim recebidas.
O título torna-me consciente o pensamento:

- Quem procura encontra. 

Sobretudo quem procura com a intensidade de um neurocientista da craveira de António Damásio.

Leitura já em curso, eis o que encontrei na página 29, sob um título a negrito: À procura de Espinosa:

Espinosa é pertinente para a neurobiologia, apesar das suas reflexões sobre a mente humana não terem origem numa prática científica,  mas sim numa preocupação geral com a condição humana. A preocupação suprema de Espinosa era a relação entre os seres humanos e a natureza. Espinosa tentou clarificar essa relação de forma a propor métodos eficazes para a salvação humana.

Pergunto-me:

- Porquê este post num blog espiritual?

Pensei noutros livros, (re)lidos em 2013, por exemplo:
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E RELIGIÃO , de Alfredo Dinis e João Paiva, da Gradiva (2010)
SER ESPIRITUAL,da Evidência à Ciência, de Luís Portela, da Gradiva (2013)

e "saboreei" de novo, as palavras encontradas na introdução do livro Educação, Ciência e Religião, p. 9:

À religião importa ajudar a Humanidade a saber viver, enquanto à ciência importa saber explicar os fenómenos da natureza. Neste sentido, religião e ciência não competem, antes se complementam. Talvez possam, acreditamos, cooperar no objetivo maior de compreender o mundo e o sentido da existência humana.

e, na página 105, as de Luís Portela:

A ciência moderna alcançou assim grandes progressos através da metodologia da repetibilidade, universalidade e objetividade. Os cientistas foram desenvolvendo as suas investigações no estudo concentrado de cada parte do todo e, assim, descobrindo valiosos conhecimentos para as gerações futuras,

Para concluir, em aberto, eis uma constatação:

Está em construção o ajustamento entre Ciência e Religião/Espiritualidade.

E as reflexões que faço, que fazemos, à volta desta temática, escrevem o "livro", prenda especial do Universo, que é a nossa maneira de ser e estar, no quotidiano, nos seus mais diferentes contextos.

Leia uma crítica (poderá encontrar outras) ao livro de António Damásio, aqui referido, clicando na imagem do mesmo.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Educação para a paz

Educação, Saúde, Religião, Paz...

Facetas de uma "jóia" (Ser Humano) a polir?

Talvez possa ajudar na resposta, a leitura do post
educação para a saúde e do texto publicado no Diário do Minho, de hoje, na página 17, do qual destacamos o seguinte:


 

"A  sociedade,  cada  vez  mais  carecida  de  uma  educação  que  proporcione  valores  sólidos  aos  seus alicerces, está, por falta dela, mais empobrecida  e  sem  alma. Faltam educadores que sintam e tomem consciência de que, pela sua ação diária, passa o futuro de muita gente e a construção ou não de uma sociedade humanizada e fraterna. Há muitos educadores que sabem o caminho, lutam por segui-lo e  se  doem  por  verem  que  o  muito  que  fazem  é  destruído  por  outros  colegas,  e,  também,  pela  família,  pela  rua,  pela  comunicação social,  que  não  olha  a  meios  para conseguir  quem  compre  os  seus produtos  viciados (...)


A  educação  é  sempre  um  processo  de  mediação.  É  fruto  de  uma relação  pessoal  que  ajuda  a  crescer,  a  descobrir,  a  ponderar,  a  escolher,  a  decidir.  Não  é  uma  imposição  de  fora,  senão  em  ordem  aos  que  ainda  não  têm  discernimento  para  a  apreciar  aquilo que se lhes ensina ou se lhes ajuda  a  fazer.  Porém,  mesmo  assim, não é um ato mecânico, mas pessoal que, através de pequenos gestos  e  atitudes,  ajuda  a  criar  hábitos  sadios  para  viver  em  sociedade,  como  higiene,  respeito,  gratidão,  relacionamento  pessoal".

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Aldeia das religiões ...

Até ontem,  a freguesia de Priscos (Braga) foi palco de um evento inédito.

Recordando o que se comunicava sobre o assunto:

"A Aldeia de Priscos, em Braga, e a Capital Europeia da Juventude organizam em conjunto a iniciativa “Aldeia das Religiões”, que decorre entre os dias 25 e 28 de outubro. Este evento vai juntar 32 confissões religiosas com o intuito de promover o diálogo inter-religioso e dar a conhecer aos visitantes as características associadas a cada uma. Decorrendo junto à igreja paroquial de Priscos, o programa integra conferências, espetáculos musicais, meditação, teatro, oração, apresentação de livros e tertúlias, num total de 26 momentos. A aldeia integra um conjunto de “casas” que serão utilizadas pelos líderes religiosos, para mostrar os princípios fundamentais da sua religião. A abertura da “Aldeia das Religiões” fica marcada por um momento simbólico pela paz".

Porque o sono cedeu lugar à consciência, eis um auto diálogo madrugador:

- Que disseram os outros sobre este evento?
- Sem esgotar os pontos de vista, eis três contributos:

1) É a 1ª iniciativa do género na Europa e a 2ª no Mundo depois de uma experiência no Rio de Janeiro em 1992;
2) É uma ferramenta de diálogo inter-religioso e intercultural;
3) É uma excelente oportunidade para dinamizar os jovens em torno da questão das religiões;

Agora no pós, e porque, numa visita breve, passei por lá, ontem ao meio da tarde, eis a pergunta que se esperava:

- E tu o que dizes?
- Inicialmente, pensei num título interrogativo que é o seguinte: Aldeia das religiões versus Religião?
- E?
- Optei pelo título reticente que completo, neste
momento: Aldeia das religiões... uma "Wikipédia" de reflexões.
- Por exemplo?:
- Para já, apenas alguns títulos:

1) Telefonema indignado;
2) O Grande Conflito;
3) E se de facto DEUS existir?
4) Sabia que?
5) Pertença;
6) Tu ou nós?
7) Igreja Católica...;
8) Unidade dos cristãos;

- Esgotados os títulos?
- É óbvio que não.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Igualdade...

Igualdade, naquilo que é essencial.
Igualdade, garantia da individualidade.
Igualdade... nascente-espiritualidade?

Recentemente, estive num retiro JAB. Do bom ali partilhado, disponibilizo algo que me alimentou como o Pão de Todos, em palavras e imagem:

As palavras:

"Diferimos tanto uns dos outros em disposições, hábitos e educação que variam entre si as nossas maneiras de ver as coisas. A nossa compreensão da verdade, as nossas ideias em relação à conduta de vida, não são idênticas sob todos os pontos de vista".

A imagem:



Nas palavras e na imagem, onde está a Religião, a Religiosidade e a Espiritualidade?

terça-feira, 8 de março de 2011

Religiosidade

Depois do assunto da Religião, com quatro posts, mais um da polémica trilogia Religião-Religiosidade-Espiritualidade, inicialmente anunciada.

Acerca da Religiosidade, Uns / Outros, falam de...

Tendência ou qualidade que resulta dessa tendência, para o indivíduo acreditar, seguir e praticar uma Religião, que pode ser organizacional ou não.

- E tu o que dizes? - perguntas-me.

Voltando para a imagem ou metáfora que apoia esta reflexão feita blog - o rio da vida - aventuro-me a escrever, não apenas a dizer, o seguinte:

Foz - Local ou espaço real, onde a água, mais ou menos poluída por nós os humanos, não tem a "pureza" das montanhas ou dos vales que a "pariu". Mas é água, alimentada por outras fontes e outros rios, apesar de muitos outros "componentes" filhos da actividade humana.

Percurso - Movimento vital, logo impossível de negar e de apropriar ou prender, que ao longo de mais ou menos quilómetros, vai "morrer" na Foz.

Nascente - Aqui, tudo é diferente! Sim Tudo é Diferente porque ainda não foi "contaminado" por gente. Nem mais nem menos! Tudo se abre para Todos, em nome do Todo. As histórias do Percurso irão escrever-se sem qualquer Planeamento, porque são infinitas as variáveis que lhe estão ou estarão subjacentes.

Conclusão e concretização, em três pontos:

1) Não há Foz-Religião sem Religiosidade-Percurso (talvez a maioria diga o contrário!);

2) Sem Espiritualidade-Nascente, não teremos nem Religiosidade-Percurso nem Religião-Foz;

3) A Vida, realidade na qual e pela qual navegamos, não cabe nas metáforas...


No jeito reticente do terceiro ponto, remanascente, com saudades da espiritualidade , fica o vídeo-mensagem-animação...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Religião (4)

Continuando o (auto)diálogo, retomo a deixa do último post:

- Eu sei que tu és ASD.

Porque sorri e fiquei em silêncio, ela abriu a sigla:

- Ou seja: tu és Adventista do Sétimo Dia.
- Serei? - perguntei eu, em jeito de provocação.
- Porquê esse teu jeito enigmático, ou talvez ambíguo? - insistiu.
- Talvez porque o que eu pretendo ser é "adventista dos 7 dias", sem deixar de reconhecer o Sábado como memorial da Criação.
- O assunto em questão, nestes quatro posts é "Religião". Por isso: És ou não membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia?
- Oficialmente, apesar de um pouquinho "rebelde" à "formatação adventista",entenda-se crenças, normas, hierarquia... (tudo o que é formal)
afirmo: sou "adventista" e creio que sou considerado como tal...

Como mais não disse e não direi, porque como diz a sabedoria popular "para um bom entendedor meia palavra basta", ela concluiu:

- Razão tinha a tua amiga Noémia quando, numa reunião em sua casa (ainda a Aventura da Saúde ainda era um Grupo, penso eu), acerca de ti, disse publicamente "eu não compreendo como alguém com uma mente tão universalista, esteja ligado a uma seita".
- Eu sou...
- Tu és incoerente! - catalogou-me subindo o tom da voz.
- Também sou. E...em muitos aspectos da minha vida. Mas encanta-me o Caminho, a Verdade e a Vida!!!
- Fechamos o conjunto de posts sobre Religião?
- Penso que estes quatro, para os bons entendedores, são suficientes. Por isso o próximo título será "Religiosidade".

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Religião (3)

A uma hora e num ambiente tranquilo, uma pergunta turbulenta:

-Tens alguma Religião?

Recorrendo à imagem do rio, pergunto-me se haverá algum perigo submerso nesta tranquilidade. Mesmo assim, entro no diálogo:

- Por Religião devo entender?
- Igreja-Instuição.
- Tenho...
- Não és CAR, ou seja Católico-Apostólico-Romano.
- Sou CASER=Católico-Apostólico-Segundo-a-Epístola-aos-Romanos.
- Brincas?
- Sim, gosto de brincar com coisas sérias.

A imagem do Sol, no azul do Céu, que se reflecte no Rio da Vida, anima-me a prosseguir nesta aventura.
Pego no fio da conversa:

- Retomo a questão inicial: "Tens alguma Religião?" . Quando respondi "Tenho", em pensamento acrescentei algo mais.
- O quê?
- Tenho... mas ela não me tem a mim.
- Explica-te.
- Vou tentar. Olha comigo para a margem. Vês aquele pardal? Ao longo da vida há sempre alguém que nos procura engaiolar. E dá "boas"razões para tal crime: segurança, companhia, conforto, alimento...
-E?
- As aves têm asas para voar em espaços abertos, amplos... Gaiolas são coisas dos homens e não das aves.
- Estás a querer dizer que as Religiões são Gaiolas?
- Tu o dizes.
- Eu sei que tu és ASD.

Um velhinho chamado Tempo, reclamou a nossa atenção.
Continuaremos, no "próximo capítulo".

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Religião (2)

Estive lá.
Privei com ele: o Padre Jornalista-Escritor.
Trouxe o segundo livro que é o primeiro da sua trilogia (o terceiro sairá para a Primavera).
Conversando sobre Religião, eis o seu conceito da mesma:

- Alienação.

De "pack" de regras, dogmas, ritos... a alienação. Eis uma visão ou entendimento multifocal, plural, que não magoa quem, objectiva e desinteressadamente, navega, livremente, por estas águas profundas e, tantas vezes, turvas. Ou antes, intensamente turvas.

É óbvio que água é sempre água, mas pode trazer à mistura mais ou menos "veneno", que, perante a necessidade deste elemento vital, em vez de vida, podemos beber doença ou morte. Daí a pergunta: será que regras, dogmas, ritos... correspondem a águas estagnadas, símbolo de alienação, manipulação e destruição?

- Está o Ser Humano ao serviço do referido "pack" dogmático e ritual? - pergunta alguém.

Nenhum olhar de raiva ou de ironia. O silencio facilita a reflexão. E a palavra flui, como a água da ribeira:

- Nunca!!! Normas, regras, dogmas, rituais... poderão ser úteis para "religar", se estiverem ao serviço do Ser Humano, na sua dimensão Pessoal, Social e Cósmica...

- O contrário é alienação! - concordo eu.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Religião (1)

Usando, então o, por mim já referido esquema do Mestre dos mestres e consciente da complexidade simples ou da simples complexidade da Vida, apesar de analfabeto do EU, leia-se do Espírito Universal, presente em Tudo e em Todos, vou ousar seguir a sugestão "remanascente".

Eis-me na "foz" ou perto. Num auto-diálogo ou mais do que isso?

- Que dizem os homens sobre a Religião?

- Religião (do latim: "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar") é um conjunto de crenças sobre as causas, natureza e finalidade da vida e do universo, especialmente quando considerada como a criação de um agente sobrenatural. (Ler mais em Wikipédia. A ênfase é nossa);

- A religião é o ato de formalizar através de um conjunto de práticas a busca de uma ligação com algo transcendente. As religiões deveriam cumprir um papel de desenvolver no ser humano a espiritualidade e religiosidade, porém nem todas cumprem esse propósito. A grande maioria das religiões ainda está presa a dogmas, ao fanatismo, a superstição, ao pensamento mágico que faz com que o ser humano se afaste da própria essência e do Deus cósmico, Energia Criadora do Universo. Muitas religiões inclusive são regidas pelo próprio paradigma materialista, em nome das quais, criam-se guerras "santas", morte e destruição de pessoas e ideais. (Mais em palavras de condão: forum-livre; A ênfase é nossa).

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Religião, religiosidade, espiritualidade

Estava à mesa, num convívio de amigos.

Um pastor adventista e um leigo, conversavam sobre problemas dentro de igrejas, que tinham a ver com "mensagens perigosas", propagadas por alguém. Talvez porque desconhecia o contexto, eu apenas escutava.

Porém, quando eu menos esperava, o pastor dirigindo-se a mim, pergunta-me:

- O Zé Duarte o que diz!

Como se tivesse a resposta engatilhada, respondi:

- Há leigos e pastores que são uma inspiração!

As minhas palavras, que até a mim me surpreenderam, não foram tidas em conta. E o rumo da conversa continuou, no registo anterior, antes de eu ser interpelado.

Continuei a ouvir, procurando razões a montante, onde tudo se pode tornar mais claro e mais inspirador.

Um segundo retalho da minha vida:

Juntamente com um amigo (bem mais velho do que eu, um leigo católico muito activo, amigo que eu prezava muito) esperavamos junto ao adro da igreja, da nossa terra. Esperavamos por quem e para quê? Por outros amigos e conterrâneos, para, cada qual, irmos em seguida para reuniões diferentes, dentro do salão paroquial.
De repente, acontece algo que eu não esperava: o meu, amigo, olhos nos olhos, interpela-me:

- Quando voltas para a liturgia?

Tal como no caso anterior, a minha resposta foi imediata:

- Eu estou na liturgia!

Mais não dissemos, nem ele, nem eu.

Tendo em conta o título desta reflexão, em jeito de autodiálogo, procuro entender onde estão subjacentes os três conceitos em questão:

- Religião?
- Nas palavras "pastor adventista"?, "leigo"?, "igrejas"?, "mensagens perigosas"?, "católico"?, "liturgia"?...

Em nome da honestidade intelectual, parece-me que devo ter em conta o que encontrei na já referida pesquisa bibliográfica, cuja primeira meta (ler o material seleccionado da net) já foi, atingida. Sendo assim, dedicarei um, ou mais posts, a cada uma das palavras, do título de hoje.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Visão, aconteceu... (1ª parte)

De um trabalho sobre gestão estratégica (elaborado por José Paulo Henriques), foi seleccionado o seguinte:

A visão provoca o empenho, de todos, na missão da organização, através do trabalho realizado com base nos objectivos estratégicos;

Sobre "visão" o mesmo texto diz:

Na gestão estratégica, a visão refere-se aos objectivos de mais longo prazo e mais gerais. A visão descreve as aspirações para o futuro sem especificar os meios para as alcançar. As visões com mais efeito são aquelas que criam inspiração e esta inspiração é normalmente querer mais, maior e melhor. Isso pode ser por exemplo prestar o melhor serviço ou desenvolver o produto mais resistente, e deve ser sempre inspirativo.

Parece que, actualmente, a linguagem empresarial/organizacional está a recuperar palavras que, outrora, eram mais da área da religião: visão, missão e... até sonho.

Na Bíblia (TIC, Tradução InterConfessional), em Joel 3,1 falando sobre o dia do Senhor que está próximo, lê-se:

Depois, derramarei o meu espírito sobre toda a gente: os vossos filhos e filhas serão profetas, os vossos anciãos e os vossos jovens terão sonhos e visões proféticas.

Nou irei fazer comparações exaustivas entre o mundo religioso e o empresarial, mas porque, eu, com formação teológica, contabilística e educativa, estou a entrar numa aventura espiritual, cujo Rio da Vida irriga as instituições/organizações mais diversas, vou evocar aqui, um acontecimento invulgar que experienciei há mais de 30 anos...

Eu era pastor adventista (não consagrado) das igrejas de Tomar e do Entroncamento. Também em Tomar, mas, sobretudo no Entroncamento, viviamos um tempo de intenso bem-estar que resultava do trabalho que faziamos com e para, crianças, jovens, adultos e idosos, nas famílias, igrejas (católica, baptista, adventista...), escolas e até empresas.
Quando atravessava, a pé, o Campo da Feira, dirigindo-me para a estação dos caminhos de ferro, o fenómeno invulgar aconteceu...

(continua na 2ª parte)