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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Impressões digitais do Criador

George Wald, Prémio Nobel da Fisiologia/Medicina  em 1967 (pelo seu trabalho sobre a vitamina A a sua função na fisiologia da visão), disse:

Se as cargas (de um protão e de um eletrão) não fossem iguais e opostas, as partículas-base não receberiam carga e não se uniriam.

E David A. Steen, biólogo botânico, continua:

Não haveria matéria  - sistema solar, planetas, rochas, terra, ou qualquer outra coisa. E, sem matéria, não haveria vida. Wald maravilhava-se com a formidável coincidência. Lembro-me de o ver abanar a cabeça sobre o assunto. Eu vi as impressões digitais do Criador. Não está satisfeito por o Criador saber o que está a fazer e por poder fazer matéria a partir do nada? Plantas, animais, seres humanos - somos todos feitos dos mesmos componentes básicos de protões, neutrões e eletrões.

Será esta uma reflexão sobre uma outra vitamina A: do Amor? Amor este, essencial ou vital para uma outra visão que até os invisuais podem ter?

Concluindo, maravilhado, ainda com Steen:

o enorme protão e o minúsculo eletrão com especificações tão exatas que se podem juntar e fazer matéria de tudo  - pássaros, árvores, erva, diamantes, estrelas e eu (tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas).

Fonte: o DEUS das maravilhas, p. 39

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Alma: realidade à procura de outros mundos

A palavra do título acima não tem a ver com o termo derivado do hebraico nephesh, que significa vida ou criatura, e também do latim animu, que significa "o que anima" (Wikipédia).

- Será que não?

Questiona alguém. Quem será esse alguém? Será a vida em mim? Em ti?

Regressando ao mundo que se vê, que se toca, que se mede, que se pesa...: ALMA é o nome do maior observatório do mundo: a última maravilha da ciência, na incessante procura das nossas origens.

Talvez visualizando o vídeo abaixo, possamos ouvir a vida que a todos ou a todas habita. Estar atento ou atenta, é uma opção. Fazer uma experiência, sem preconceitos, ser humilde e disponível para ouvir o (in)audível, pode parecer uma loucura. Avalie você mesmo/a.



sábado, 10 de agosto de 2013

Lições no rio da vida.

Numa metáfora, mostra-me um filme existencial:

Uns quatro anos de viagem. E, em jeito de diálogo, a conversa assemelha-se ao vai-vem das águas.

- Águas bravas?
- Muitas.
- Calmas?
- Algumas.

Por fim, sãos e salvos, já na margem, quando era tempo de festejar a epopeia, algo estranho acontece:
uns grãos de "areia" impedem que, nas "sinapses" das relações humanas, os "neurotransmissores" da Alegria, da Gratidão... celebrem a Festa da Vida  no rio do Amor.

Num redemoinho de pensamentos e sentimentos, uma voz pergunta:

- Confirmas o ditado popular que "mais vale só do que mal acompanhado"?
- Não confirmo. Por isso, orientado pelo que há de nobre e generoso no Ser Humano, viro a embarcação do provérbio, para afirmar que, para mim, "mais vale mal acompanhado do que só".
- ?!?!
- Sim, pois não há Eu sem Tu ou Tu sem Eu. 
- Queres dizer que...
- Apesar das minhas muitas incoerências e, por vezes, maledicências, que me fragilizam, continuarei a aventura, pelo rio de Vida, no espírito da pro-activa orientação de ouro do Mestre dos mestres, que diz: "TUDO QUE VÓS QUEREIS QUE OS HOMENS VOS FAÇAM, FAZEI-LHO TAMBÉM VÓS A ELES". (Mat.7:12)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Laranja. A propósito de...

Não, nada tem a ver com a anja Lara.

- Anja Lara? Mas os anjos têm sexo?

Porque nem sequer quero discutir o sexo dos anjos, vou partir do conhecido, ainda pelos antigos, para algo que nos esquadrinha no mais fundo de nós (des)humanos.

Aconteceu ontem. Tomava o pequeno (grande) almoço, quando através da janela vi, do outro lado da rua, a MR, colher uma laranja. De imediato a memória me susurrou aquele refrão da música "A juventude é uma semente", do Pe Zezinho:

A vida é uma laranja azeda
Que o tempo vai adocicar
Mas quem tem muita pressa dela
Acaba com a laranja, estraga o paladar.
 
Saboreei longamente aquele gesto tão de poucas pessoas. Infelizmente hoje prevalece mais o "não faço nada, compro tudo feito".
 
E hoje, quando lia o Livro dos Salmos, Versão TERCEIRO MILÉNIO, também para ateus (do Pe. Mário de Oliveira), li, reli, treli (enchi de setas) as seguintes palavras, na página 76 ou Salmo 65:8-10:

"8 Nunca, como neste terceiro milénio, a idolatria esteve tão cientificamente organizada, mentirosa, assassina! Os povos vivem tão estupefactos, diante de tantas maravilhas, que nem vêem que crescem os robots, e eles diminuem. Mais um pouco, e o humano fica reduzido a robótica, sem alma, sem afectos.
9 A terra, dominada pelo Deus Ídolo Poder financeiro, concentra em megacidades os povos, em condições infrahumanas.
Com requintes de luxo/ostentação, as minorias privilegiadas; requintes de lixo/degradação, as maiorias excluídas.
10 Cresce a desertificação das megacidades e não há quem cuida da terra que, assim, se torna inculta, medonha, pasto de mega-incêndios e de enxurradas. Nas quais, as crianças já não trepam às árvores nem as abraçam. E dos animais, sabem apenas o que vêem em fugazes visitas aos jardins zoológicos, onde algumas espécies vegetam, tristes".

Concluindo o nosso título:
A propósito de vida-laranja que um entendedor com maturidade, colhe madura!!!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Reavivamento e Reforma

Desde o passado dia 1 de Julho sou um Ref (Reformado). Sim, formalmente e por velhice. Mas porque ainda me encontro numa fase de transição, trabalharei por algum tempo mais, embora com um ritmo algo folgado.

Nesta condição, penso no R enigmático do post anterior. Poderia ser R de Reformado mas não seria eu mesmo se ficasse tão limitado. Sim faz mais sentido pensar em Reavivamento e Reforma. Reavivamento e Reforma no espírito das plavras de E.G.White que dizem o seguinte:

Reavivamento é a “renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual”
enquanto que
“Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas”.

Esta escritora cristã, conclui o pensamento:

“A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se”.

Junto às palavras de E.G.White as do salmista:

"Na velhice eles ainda produzem frutos; são sempre fortes e cheios de vida" (Salmos 92:14)

- Mudanças? - ironizarão uns.
- Burro velho não tem mudadura e se mudar pouco dura - poderão especificar outros.

E eu? Eis-me, de mochila às costas, na minha frágil canoa, por águas, por mim nunca dantes navegadas. Sim, serena e alegremente, sem quaisquer comentários, pois cada vez mais me encanto e canto no Caminho, na Verdade e na Vida. Talvez seja esta atitude o comentário mais sábio: o do silêncio e do testemunho!!!

domingo, 24 de junho de 2012

Uma nova aventura

Sim uma nova aventura, a partir do próximo dia um de Julho.
A mochila, a canoa, o rio... tudo pronto para pagaiar por águas "nunca dantes navegadas".

Em nome do espetáculo que é a Vida e com mais tempo, para os reajustamentos essenciais e existenciais.

- Concretamente é?
- Surprise!

O que será?
Há que esperar para saber.

- Um a pista?
- Começa por R.
- Já sei: Revolução!
- Será?

Registe as possíveis respostas.
E... até breve.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Floresta, laboratório da Vida

Neste Ano Internacional das Florestas, foi celebrado, ontem, o Dia da Floresta Autóctone ou então, continua a celebração da Semana da Floresta Autóctone.
Tal facto deu e dará, à comunicação social, matéria para "alindar" as suas mensagens.
As notícias foram e são mais que muitas. Por exemplo, no Correio do Minho de hoje, a nossa amiga Ana Cristina Costa, escreve do que sabe, e, creio eu, do que vive. Vale a pena reflectir com a Cristina.

Povoada a minha mente com árvores autóctones (como o Medronheiro, o Zambujeiro ou oliveira brava, os Carvalhos, a Azinheira, o Pinheiro-manso, o Amieiro, o Freixo ou os Salgueiros), penso num organismo que não tem qualquer Dia Especial, mas que é essencial para a Floresta, autóctone ou não.

Descubro a cabeça, imagem de sinal de respeito, e leio, como sagrado se tratara, um registo que tenho entre as minhas notas. Diz assim:

Árvore morta contém grandes quantidades de carbono, azoto, fósforo e outros elementos que a árvore foi extraindo da atmosfera e do solo ao longo da sua vida. Contudo estas substâncias valiosas estão fora do alcance de qualquer outra planta ou animal porque a celulose e a lenhina, que constituem a maior parte do volume da árvore, são quimicamente tão instáveis que nenhum animal as consegue digerir nem nenhuma raiz consegue dissolver. Existem apenas dois tipos de seres vivos capazes de as reduzir aos elementos básicos: as bactérias e os fungos. Decompondo a matéria orgânica, os fungos promovem a reciclagem de nutrientes para o solo, permitindo que as novas plantas se alimentem dos nutrientes que já fizeram parte do corpo de outros seres vivos.(Os Cogumelos e a Floresta Mata da Magaraça).

- A Floresta, "coalhada" de batérias, fungos, aves, animais, insectos... é um presente da Vida? - pergunta-me alguém.
- E a Vida é um presente de Quem? - questiono Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles.

Esta reflexão, apenas como mais um ensaio de espiritualidade, para que possamos viver-morrer-viver como as árvores: em pé, com dignidade!

domingo, 11 de setembro de 2011

Celebrar a Vida!

A aventura humana, pelas águas do quotidiano, complica-se: tanta é a "poluição", dos (pre)conceitos, dos interesses, do desrespeito, da violência, dos medos!

Paramos na "margem da reflexão" para repor energias. Quais águas, a comunicação flui.

- 11 de Setembro?
- No essencial? Bem e Mal.
- Queres explicar-te?
- Vou tentar.


Eis, em síntese, a reflexão:

Bem, é a celebração da Vida, presente em Tudo e em Todos (no que respeita ao seres humanos, sejam noteamericanos/árabes, cristãos/muçulmanos...) Bem, que só o é quando harmonizar com o Cosmos ao qual pertencemos, e no qual se revela o seu Criador.

Mal, porque antivida nas suas complexas relações de causa-efeito. O Mal que até chega a confundir-se com o Bem, quando se mascara de dor, de solidariedade... O que faz pensar nas palavras de António Aleixo:

P'ra verdade ser segura
e atingir profundidade
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.

Celebrar a Vida em iniciativas que visem o Bem Comum, o Bom Senso e o Consenso, pode ser uma outra reflexão. Minoritária? Concerteza. Mas desde quando o Bem, no Planeta Terra, é maioritário? Poderoso? Sim um Poder Criador, diferente do poder destruidor, que pode parecer celebrar-se, neste dia. O Mestre dos mestres, Aquele que diz "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (maiúsculas minhas, porque assim o reconheço), foi morto por quem e para quê? O Mal crucificou-O e crucifica-nos, hoje, de muitas formas, e até em "nome do Bem". Mas esta entrega, voluntária, do Mestre, foi certificada pelo Seu Amor a Deus ao Próximo como a Si mesmo! Sim, foi a celebração da Vida, em qualidade e em quantidade! E daí, incompreensivelmente, a Sua Ressurreição, garantia de Novos Céus e Nova Terra, desejados por todas as Nações e Povos!

domingo, 24 de julho de 2011

Novo nascimento, metáfora de ...

"Eu vi um menino correndo
eu vi o tempo brincando ao redor
do caminho daquele menino,
eu pus os meus pés no riacho.
E acho que nunca os tirei.
O sol ainda brilha na estrada que eu nunca passei.
Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga".


"Força estranha" é o título da linda canção de Caetano Veloso, à qual pertencem os versos aqui transcritos. Gosto de "saborear" esta música e letra, cantando e tocando guitarra.

Tomei a liberdade de transcrever os primeiros versos e destacar os últimos destes. Vieram-me à mente depois de ter contemplado o facto registado no vídeo abaixo, de "uma mulher (AM) preparando outra pessoa (G)".

Depois da contemplação veio a reflexão e a revelação: força estranha, poder maravilhoso, metáfora de um novo nascimento individual e colectivo que está a gerar-se no seio da Humanidade... Em breve as dores de parto, cujas lágrimas serão enxugadas com o amanhecer de uma Nova Vida, promessa de uma Nova Humanidade e então "Novos Céus e Nova Terra!"

"Password" para essa nova dimensão: Deus é Amor


quarta-feira, 20 de julho de 2011

A voz da Natureza...


... é a voz de Cristo, escreveu a autora cristã EGW (2TS, p.444)

O meu Amigo, Companheiro e Irmão MO, talvez estevisse de acordo com a autora, se a palavra Cristo fosse subsitituida por outra: Deus.

Teologia e Religiões, teriam aqui matéria para esgrimir argumentos, um pouco à semelhança do teste, entre Elias e os profetas de Baal, sobre o Deus verdadeiro, (DeusVivo ou DeusCriador, diriamos, nós, não é verdade, Acimo?), relatado na Bíblia, no capítulo XVIII de 1 Reis.

Porque o texto, as imagens e as mensagens não são minhas (foram-me enviadas por mail), e, sobretudo porque reforçaram a minha confiança-fé, no DeusVivo, Criador dos Céus e da Terra...,
partilho esse alimento espiritual, que poderá ser visualizado clicando nesta palavra que para mim também tem um significado muito pessoal: edukaminho.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Espiritualidade

O título acima traduz a área essencial de pesquisa, reflexão, vivência e partilha deste blog.

- Espiritualidade?! - poderá interrogar-me incrédulo, desiludido, curioso ou interessado.

Respondo com silêncio, porque não sou capaz, neste momento, de ir mais longe.

- Tens consciência da tua pequenez perante a força, a profundidade e o perigo destas "águas"?
- Também do seu encanto...
- Não sabes o que te espera...

Sorrio qual criança nos braços de sua mãe.

Reli e treli o texto do editorial do TERRA NOSSA de Cada Dia de Dezembro 2010, que transcrevo:


No macrocosmos uma mudança micro.

Na imensidão do Cosmos, alguém procura um “grão de poeira”: a Terra. Nesta, à velocidade do pensamento, um continente, um país, uma região, um distrito, um concelho, uma freguesia, uma rua, um prédio, uma casa, uma sala, uma pessoa: Eu.

Eu (que podes ser Tu, Ele…). Eu, que se perde no micro, mas que está lá, e que, por isso, pertence a esse micro, micro este que se perde no macro, mas que deste faz parte.

Foi com esta consciência, que durante estes doze meses, reflectiu sobre o Cosmos, de uma forma sistemática, para perceber necessidades e desafios deste “zé ninguém” que, não tendo “prata nem ouro”, pretende continuar a aventurar-se no rio da Vida.

Uma frágil embarcação, uma pagaia, uma pequena mochila… mas um sorriso micro que se expande no macro.

Será com esta força do Espírito, que a partir de Janeiro de 2011, materializará uma mudança cujas consequências não consegue prever.

Atento ao pensamento e ao sentimento, vai registando as pistas para a nova aventura

Ambiente;
Homem;
Saúde.

- Eu já vi esta trilogia de valores, em alguma parte – poderá dizer o leitor.

Eu, Tu ou Ele, responde:

- Talvez na página da Associação Juvenil Aventura da Saúde, da qual faço parte.
- Mas, afinal, que mudança ou mudanças, Eu, Tu, Ele… iremos experienciar? – insistirá alguém.

Siga o rio da Vida. Esteja atento/a aos sinais que harmonizam com as pistas acima. Pense! Sinta! Actue deixando-se inspirar pelo Bem Comum, pelo Bom Senso e pelo Consenso!

Confuso? Sim com fuso e com roca, vamos tecendo a capa que nos abrigará neste Inverno da Crise Global, que nos enregela, individual e colectivamente…

Afinal, quem nos está a falar?